quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Quando é hora de ir ao dentista?


Além de causar desconforto e comprometer a saúde bucal, os problemas orais e infecções iniciadas na boca
podem afetar o bem estar do corpo inteiro e acarretar disfunções sérias, tais como complicações cardiovasculares e do diabetes, distúrbios renais e respiratórios, hepatite e outras. Mesmo assim, muitas pessoas ainda ignoram os sintomas e passam anos sem visitar o dentista.
 
Segundo especialistas, existem sete sinais que não devem ser ignorados e que indicam que já passou da hora
de você ir ao dentista.
1 – Dor de dente
Um levantamento do Departamento de Saúde Pública dos Estados Unidos revelou que as crianças perdem mais de 51 milhões de horas-aula por ano por causa de problemas dentais. A dor de dente costuma ser tão pouco suportada por jovens que, quando não faltam à escola, também não conseguem prestar atenção na matéria. A cárie é a causa mais comum da dor de dente, que aumenta à medida que o nervo do dente fica mais exposto.
 
2 – Sangramento
O sangramento deve ser investigado se persistir por mais de dois ou três dias. Esse tipo de problema pode ocorrer se a pessoa escovar os dentes com muita força, mas as principais causas são gengivite, traumas, distúrbios hemorrágicos, doenças como a leucemia e o escorbuto e próteses móveis mal ajustadas.
 
3 – Feridas
Elas podem ter várias causas: desde as mais simples, como quando a pessoa morde acidentalmente a parte interna da boca, passa a língua em um dente quebrado ou apresenta aftas ou herpes labial, até as que implicam em uma investigação mais complexa, que é o caso das infecções por bactérias, vírus ou fungos e das leucoplasias.

4 – Sensibilidade nos dentes
Bebidas quentes ou geladas podem causar dor em pessoas com dentes hipersensíveis. Isso pode ser resultado de cáries dentárias, dentes fraturados, esmalte desgastado, doenças na gengiva ou ainda raiz exposta. O tratamento levará em conta a causa do problema e o grau de sensibilidade.

5 – Dor na mastigação
Se for persistente, a recomendação é que o paciente procure um cirurgião-dentista o mais rápido possível para obter o diagnóstico correto. Esse tipo de sintoma pode estar associado a doenças como sinusite, artrite, gengivite, bruxismo ou, ainda, a uma disfunção da articulação temporomandibular.
 
6 – Fratura
Com o aumento da expectativa de vida e a incorporação de novos hábitos alimentares, os dentes vêm sendo cada vez mais exigidos. Como os dentes trincados ou fraturados apresentam diversos sintomas, é importante procurar um especialista na presença de dor ao mastigar, dor ao entrar em contato com bebidas muito quentes ou muito frias ou dor localizada. É recomendável fazer visitas frequentes ao dentista para um diagnóstico preciso, uma vez que este tipo de problema nem sempre aparece no raio-X.

7 – Abcesso
É o acúmulo de pus em torno da raiz do dente causado por infecção bacteriana. O tratamento consiste em drenar o pus e limpar e desinfetar a área. Em casos muito graves, a extração do dente é necessária. Mas, com os avanços no campo da Odontologia, atualmente é comum que os dentistas procurem uma forma de tratar o dente doente e prescrever antibióticos.

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Em vez de comer à vista, comer à prestação, fazer seis refeições ao dia

 Médico nutrólogo Nataniel Viuniski

Quem é que não pensa em conciliar alimentação com boa forma? Mas, para atingir este binômio, muita gente lança mão de mecanismos que nada têm de saudáveis. Nesta entrevista, o médico nutrólogo Nataniel Viuniski fala sobre o que é a boa alimentação, que deve ter bons nutrientes, ser gostosa e vir sempre acompanhada, no dia a dia, de exercícios físicos e hábitos saudáveis. Especialista em obesidade infantil, aborda o tema, além de mostrar que nenhuma dieta é milagrosa. “O que vale mesmo é a reeducação alimentar”.

CORREIO PERGUNTA –
 
O que pode ser considerada uma boa alimentação?
NATANIEL VIUNISKI – 
Uma boa alimentação é aquela que atende todos os nutrientes que o nosso corpo precisa por um lado e, por outro, que seja gostosa. Uma boa alimentação deve suprir as necessidades de micro e macronutrientes do organismo e dar prazer para a pessoa; ela tem de contemplar os dois aspectos, tem de ser saudável e nutritiva e tem de satisfazer o nosso emocional. O ser humano é o único bicho da floresta que come por prazer e uma alimentação nunca será completa se ela não for saborosa.

Crianças, jovens, adultos e idosos devem ter maneiras diferentes de se alimentar?
Sim, cada fase da idade tem uma necessidade diferente. Criança é um ser em crescimento, precisa de energia para se desenvolver, não só em peso e altura, mas em especial os órgãos: coração, cérebro e fígado. Para o adulto, a nutrição dele visa exatamente à preservação da massa muscular, da composição corporal – diluir gordura e aumentar a massa muscular –, para chegar à melhor idade na melhor forma. E a alimentação do idoso tem de exatamente suprir os desafios do envelhecimento. O idoso tem um desafio muito grande na questão da produção de radicais livres e a alimentação dele tem de ser antioxidante, com uma quantidade adequada de proteína, outra quantidade adequada de minerais para evitar a osteoporose, que já deve começar lá na infância, pois tudo isso é muito dinâmico. E destacar, para os leitores, que a nossa alimentação sempre caminha junto da atividade física, uma vai complementando a outra. Então, em todas estas fases, a alimentação tem de suprir estas necessidades e fazer parte deste estilo de vida saudável e ativo.

Estamos no alto verão. Qual é a alimentação ideal para enfrentar estas temperaturas?
Ela deve ser leve, com boa quantidade de energia e, principalmente, repondo o líquido que a gente perde pela transpiração. E o grande presente da nossa mãe natureza aqui, no Centro-Oeste, são as frutas e os vegetais, que proporcionam ótima quantidade de nutrientes e uma boa hidratação. Não se esquecer de tomar muito líquido na forma de água e chás. E quando se fala em calor, é preciso ficar atento à qualidade dos alimentos. É muito comum as temperaturas mais altas estragarem os alimentos de forma mais rápida. Então, o consumidor precisa tomar muito cuidado com os alimentos perecíveis, como o leite, os ovos e a carne, que precisam ser de boa qualidade, com preparo fresco e boa higiene no preparo dos alimentos. Estas são as dicas mais importantes para o verão.
Como lidar com o alto consumo da carne vermelha, que é muito gordurosa, neste perío­do mais quente?
O próprio aumento de temperatura já é um trabalho a mais para o organismo. Alimentos gordurosos e muito condimentados vão exigir mais da nossa digestão, vão sobrecarregar o organismo. Então, no verão, eu recomendo alimentos mais leves e refeições menores – quantidades menores com mais frequência. Eu costumo brincar assim: “em vez de comer à vista, comer à prestação”: um pequeno café da manhã, um lanche saudável, o almoço mais leve, um lanche saudável no início da tarde, que pode ser de frutas, iogurte, barras de proteínas, que são muito interessantes para quem faz atividade física; além de um jantar leve, um alimento geladinho. Por exemplo, pode ser um shake de proteína antes de dormir, sempre junto de atividade física na hora mais fresquinha do dia e da hidratação. E, por falar em nutrição no verão, enfatizar ao leitor que são importantes os cuidados com a pele, o maior órgão do nosso corpo, que precisa de nutrição e hidratação de dentro para fora e de fora para dentro. Além de ter uma boa nutrição, proteção solar adequada. São cuidados vitais no verão.

Qual sua opinião sobre substitutos de refeições, como shakes, chás e sopas? Quando recorrer a eles?
Estes substitutos de refeição têm um critério, são alimentos preparados cientificamente para substituir, das três principais refeições, até duas, segundo a legislação brasileira. Quando eles são indicados? Quando a refeição ou a alimentação não é aquela mais saudável, ou seja, eu jamais vou indicar que uma pessoa substitua um café da manhã com frutas e cereais adequados por um shake. Agora, para aquela pessoa que não toma café da manhã, ou para aquela pessoa que não tem tempo de se alimentar bem ou que faz um café da manhã muito desequilibrado, um shake corretamente preparado pode ser muito adequado. Numa cidade grande como Campo Grande, às vezes as pessoas moram longe e não têm tempo de voltar para casa e fazer uma refeição saudável, e as opções na rua nem sempre são as melhores. Então, este tipo de alimento, um shake corretamente preparado, com proteínas, vitaminas e minerais, pode, sim, fazer parte deste estilo de vida saudável e nutritivo. Lembrar que não adianta apenas tomar shake, não cuidar das outras refeições e ficar sedentário. Estes alimentos são muito interessantes quando a pessoa já adota um estilo de vida saudável. Quanto ao chá, ele não é substituto de refeição. O chá-verde e o branco são variações do Camelia sinensis que é o chá tradicional – o branco tem um pouco mais de antioxidantes que o chá-verde, que tem mais antioxidantes que o chá-preto, que é torrado. A grande vantagem é que, por ter um conteúdo de cafeína, estes chás são termogênicos, aumentam o metabolismo. Mas é preciso destacar que não é nada milagroso. O chá-verde tem mais ou menos a mesma quantidade de cafeína que dois cafés expressos e não vai adiantar se a pessoa ficar sedentária e se alimentando mal. Agora, se a pessoa já faz atividade física, se alimenta bem e, neste repertório de vida saudável, acrescentar o chá, como ele é utilizado há mais de 4 mil anos na China, pode ser uma estratégia muito interessante, pela hidratação, pela qualidade, pelos antioxidantes. É importante destacar que nenhum alimento é superalimento, ou nenhum alimento é vilão. Não existem alimentos ruins nem os maravilhosos. Tudo passa pelo equilíbrio, uma boa alimentação é um estilo de vida que a gente preconiza. 

O senhor costuma dizer em palestras que a fome é uma grande vilã que remete à compulsão. Como isso se processa?
O grande inimigo para quem quer controlar o peso são os ataques de fome. Ninguém consegue planejar o que vai comer quando está com fome. Se eu estou com muita fome, eu não penso se vou comer um grelhado ou uma salada, vou comer o que vem pela frente. Por outro lado, se estou saciado, com o apetite controlado, serei mais seletivo. O grande segredo para não sentir fome são os lanches saudáveis que falamos anteriormente. Ter esta estratégia de, no meio da manhã, no meio da tarde e antes de dormir, comer uma fruta, uma salada de frutas, um iogurte, uma barra de proteína, um queijo magro, uma sopa. Quando chegar a hora das refeições principais, você não estará com tanta fome e poderá ser mais inteligente nas escolhas.
O senhor é um especialista em obesidade. Poderia dizer como preveni-la desde a tenra idade? 
A prevenção da obesidade começa na vida intrauterina. Mãe que ganha muito peso durante a gravidez e o contrário, fome e desnutrição intrauterina, os dois são fatores de risco para estas crianças ao longo da vida e podem desenvolver obesidade. A primeira arma para prevenir a obesidade é fazer um bom pré-natal. Tem de ter cuidados, um estilo de vida saudável durante a gravidez, para não influenciar a vida do bebê para frente. A segunda ferramenta para prevenir a obesidade é o maravilhoso leite materno. Vários estudos mostram que as crianças que mamam exclusivamente no peito, nos primeiros 6 meses, estão mais protegidas contra a obesidade não só na infância como ao longo da vida. Quanto mais cedo se introduz as fórmulas, os alimentos não saudáveis, maior o risco de obesidade. E a terceira grande arma para prevenir a obesidade desde a mais tenra idade é que as crianças prestam muito mais atenção naquilo que a gente faz do que naquilo que a gente fala. Então, para os pais, os professores, os avós e os tios, não basta recomendar à criança coma isso ou aquilo. Nós, adultos, temos a obrigação de dar bons exemplos, ser modelos para os nossos filhos. Eles prestarão atenção naquilo que a gente faz. Se passamos o dia sedentário, se alimentando mal, não adianta querer que o filho vá praticar exercício e comer fruta e verdura. A família é quem determina o estilo de vida da criança. A família que passa o dia todo de pijama em casa tem um estilo de vida e a família que vai curtir a natureza maravilhosa, fazer exercício ao ar livre e comer bem passa outra mensagem. Só para complementar, hoje nós conhecemos dois fatores de risco para a obesidade, além do sedentarismo e da irregularidade alimentar, mas que a gente fala pouco. Um deles é o estresse e isso em qualquer idade, desde o bebê até o idoso. Quanto mais estressado, maior a fome, maior a tendência do organismo a acumular gordura. E outro fator que nós estamos falando agora, no século 21, e que é muito importante é a privação do sono. Parece que dormir menos do que 7 ou 8 horas por dia é um fator de risco para a obesidade. E a gente vê em quem tem criança e adolescente cujas horas de sono hoje são cada vez mais curtas. Eles acordam muito cedo e vão dormir muito tarde por causa do computador, do notebook, do smartphone. E isso tudo sinalizaria para o nosso corpo uma forma de estresse e conspira também para a obesidade.
Não é de hoje que surgem as mais diferentes dietas alimentares, prometendo ótimos resultados em pouco tempo. O que o senhor tem a dizer sobre elas?
Se existisse alguma dieta boa, nós não teríamos mais epidemia global de obesidade. Eu estudo Nutrição há 25 anos e conheço 25 novas dietas da moda; todo ano tem uma, mas a epidemia de obesidade não para de crescer. Aliás, nestes últimos 25 anos, o Brasil mais do que triplicou o número de obesos. A dieta é uma coisa que remete a sofrimento, tem começo, meio e fim e, quando termina, a pessoa geralmente está pior do que começou. Eu sempre recomendo a quem me procura a mudança no estilo de vida, uma reeducação. Uma dieta geralmente começa na segunda e termina na sexta-feira e a reeducação alimentar é para sempre e passa de geração para geração. As dietas da moda, geralmente, são desequilibradas, colocam em risco a saúde e não trazem benefício em longo prazo. Do ponto de vista científico, tudo que causa um balanço energético negativo vai gerar emagrecimento. A questão é você gastar mais energia do que ingere calorias, isso é primário. A questão é fazer isso de uma forma saudável e para sempre. Então, eu aumento meu gasto de energia com a prática de exercício regular e controlo minha alimentação com os alimentos saudáveis, coloridos, neste esquema de seis refeições por dia. A proteína parece ser o ingrediente mais saciável. E, falando em estratégias, eu gosto muito da estratégia do shake, porque é um alimento que proporciona que a pessoa possa tomá-lo em qualquer lugar: é geladinho para o verão, muito conveniente sem abrir mão da boa nutrição, porque é aprovado pela Anvisa, nutricionalmente seguro. Mas é importante que as demais refeições sejam feitas.  

PERFIL
Nataniel Viuniski é Médico nutrólogo, especialista em Nutrição, trabalha em vários setores. Chefe do Serviço de Nutrologia de um hospital da Unimed, trabalha na Universidade Federal do Rio Grande do Sul na área de mestrado. Consultor de algumas empresas e clínicas; faz parte do Conselho Nutricional da Herbalife no mundo (representa o Brasil). Foi consultor do Ministério da Saúde e da Educação na área de obesidade infantil. Atualmente, trabalha numa clínica multifuncional na área, promovendo o estilo de vida saudável.

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O que é preciso fazer antes de entrar na academia


O primeiro passo antes de pensar em entrar na academia é procurar um médico e fazer os exames necessários para saber se está apto. É a partir dessa avaliação que a pessoa fica liberada ou não para as práticas esportivas.Se tudo der certo, você já pode começar, mas atenção: comece devagar. O ideal para quem está iniciando a prática de atividades físicas é dedicar-se duas vezes por semana, durante 40 minutos a 1 hora. Não adianta começar de uma vez e abusar na carga de peso nos exercícios. Cada um tem que saber respeitar o período de adaptação e o próprio limite do seu corpo.

Ao escolher a modalidade, o importante é começar com exercícios que possam corrigir os pequenos problemas de postura, alongamento e flexibilidade. Corrigindo isso, é possível escolher uma modalidade mais voltada para o objetivo de cada aluno.

Se a intenção é perder peso, o ideal é um treino de alto gasto calórico. Para quem quer ganhar músculos, o ideal é um treino voltado para a hipertrofia muscular, fazendo séries de exercícios com cargas mais pesadas. O ideal é consultar o professor que indicará um treino mais específico e adequado ao que você procura.

O QUÊ COMER ANTES E DEPOIS?

Independente do caso, uma alimentação equilibrada é essencial para alcançar os objetivos. Antes da atividade devem ser consumidos alimentos ricos em carboidratos de baixo a médio índice glicêmico e proteínas.

Evite a ingestão de alimentos ricos em gorduras ou em fibras nas 2-3 horas que antecedem a sua atividade física. Estes alimentos têm uma digestão mais demorada e podem causar mal-estar gástrico no decorrer do exercício.

Aposte sempre nos carboidratos, por serem a principal fonte energética do organismo, permitem um treinamento intensivo e consistente, retardando a fadiga e diminuindo o risco de lesões. Já as proteínas, promovem o incremento de massa muscular e atenuam o desgaste da mesma.

Até 30 minutos antes da atividade, consuma barras de cereal, iogurte, sucos de fruta ou frutas. Até 1h antes da atividade, um lanche de pão integral com queijo branco, peito de peru, suco de fruta e fruta poderá ser consumido.

Após a atividade: Se você costuma se exercitar pela manhã é indicado fazer um almoço reforçado. Se for mais tarde, a ingestão de cereais integrais, ricos em vitaminas e minerais e com uma boa quantidade de proteína é indispensável para repor as energias.

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Você conhece os poderes do mirtilo?

Mirtilos-blueberry

O mirtilo – ou blueberry – é essa frutinha roxa aí da foto. A primeira em vez que ouvi falar nele foi há muitos anos, aqui mesmo na Seleções. Estávamos trabalhando em uma das primeiras edições do livro Alimentos Saudáveis, Alimentos Perigosos (um dos nossos maiores best-sellers!) e lá estava ele no verbete Frutos Silvestres. Eu, que nunca tinha ouvido falar em mirtilo, fiquei curiosa para experimentar aquela frutinha com tantos poderes maravilhosos, mas nada de encontrá-la no mercado.
Algum tempo se passou e não é que o tal do mirtilo acabou virando moda? Agora eu o vejo em tudo quanto é canto: mirtilo fresco, mirtilo congelado, suco de mirtilo, barrinha de cereal com mirtilo, cupcake de mirtilo… E não é pra menos! O mirtilo é uma fruta muito funcional e que oferece muitos benefícios, olha só:

5 benefícios do mirtilo (blueberry)

Excelente fonte de antioxidantes. Esse é o grande motivo do sucesso do mirtilo, que está entre as frutas frescas com maior teor de antioxidantes que se conhece. Os antioxidantes neutralizam os radicais livres, que são compostos instáveis produzidos pelo corpo capazes de danificar as células e causar doenças. Assim, a ação das antocianinas presentes no mirtilo podem ajudar a prevenir  doenças cardíacas, câncer e até desacelerar o processo de perda de memória.
Boa fonte de fibras e poucas calorias. Em meia xícara de mirtilo fresco você encontra 2 g de fibras e apenas 40 calorias. E ele ainda é docinho! Não tem opção melhor para o lanchinho da tarde.
Iogurte-Mirtilos-blueberry 

Fornece vitamina C e ferro. Esses nutrientes são um bônus: na mesma meia xícara de mirtilo mencionada acima, você encontra 10 mg de vitamina C e 0,7 mg de ferro. Ela já valeria só pelos antioxidantes, mas se vem com mais nutrientes, melhor ainda!

Previne infecções urinárias. O mirtilo pertence à mesma família do cranberry (outra frutinha silvestre que está na moda!) e ambas contêm substâncias que impedem as bactérias de aderir às paredes da bexiga, onde se proliferam causando infecção urinária. Além disso, essas frutinhas tornam a urina mais ácida, o que também ajuda a combater bactérias invasoras da bexiga e da uretra.

Reduz o risco de diabetes. As antocianinas presentes no mirtilo aumentam a sensibilidade à insulina,  o que ajuda a manter a glicemia em níveis saudáveis e prevenir o diabetes. Além disso, o mirtilo é uma boa opção também para quem já tem a doença e sente aquele desejo irresistível por um docinho: a frutose, responsável pelo sabor adocicado do mirtilo, provoca um aumento da glicemia bem mais lento que o açúcar branco. Isso, combinado ao teor de fibras que torna a digestão mais lenta, faz do mirtilo um alimento amigo da glicemia estável.

A única desvantagem do mirtilo é que sua produção no Brasil ainda é bastante limitada. Ele é típico de regiões frias do hemisfério norte, por isso as tentativas de cultivá-lo por aqui se restringem a algumas cidades em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Assim, boa parte dos mirtilos comercializados por aqui ainda é importada, o que torna o preço um pouco salgado. Mesmo assim, o investimento vale a pena. Além de todos esses benefícios, o mirtilo é uma delícia!

Experimente um smoothie de mirtilo (blueberry)

O ideal é consumir a os mirtilos crus e inteiros, para não perder os antioxidantes. E o jeito mais fácil de fazer isso é comendo-os puros ou adicionando ao iogurte ou cereal matinal.
Smoothie-Mirtilos-blueberry-com-aveia 

Outra boa pedida é combinar os poderes do mirtilo com outros alimentos “mágicos”, como a aveia e o iogurte. Experimente bater no liquidificador meia xícara de mirtilos frescos com 3 colheres de sopa de aveia e um pote de iogurte natural desnatado. Tchãram! Você terá um delicioso e supersaudável smoothie para o lanche da tarde!

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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Alegria em vida e alegria na morte



INTRODUÇÃO
O presidente Ikeda discursou na Universidade Harvard em duas oportunidades, em 1991 e em 1993. Nesta seção, referente à palestra de 1993, “O Budismo Mahayana e a Civilização do Século 21”, ele salienta que aqueles que dedicam a vida ao kosen-rufu e estabelecem um estado de felicidade absoluta podem trilhar eternamente um curso no qual tanto a vida como a morte são repletos de alegria.
Discurso do presidente Ikeda
Extraído de um discurso proferido num curso de aprimoramento conjunto, Nagano, 19 de agosto de 2005.

Fui convidado a discursar na Universidade Harvard, umas das instituições de ensino superior mais prestigiosas dos Estados Unidos, em duas ocasiões. Em minha segunda palestra, abordei a visão budista sobre a vida e a morte, a qual ensina que podemos experimentar alegria tanto em vida como na morte.
O Dr. Harvey Cox, na época presidente do Departamento de Teologia Aplicada da Divinity School de Harvard, comentou sobre eu ter apresentado ao público uma perspectiva completamente nova a respeito da morte.
A morte não é o fim de tudo. Nascimento e morte são facetas da eternidade da vida. O ciclo de nascimento e morte fundamentado na Lei Mística é um drama que se desenrola no grandioso palco da vida, que existe eternamente. Lutando em prol do kosen-rufu, podemos estabelecer firmemente um estado de felicidade absoluta nesta existência. As pes­soas alcançam isso e conseguem avançar na órbita da alegria tanto em vida como na morte.
A Terra não é apenas o local onde nascemos. Neste vasto universo, segundo vários cientistas, há incontáveis planetas em que existe vida. O Sutra do Lótus oferece uma visão grandiosa e abrangente do universo, ensinando que a quantidade de mundos onde os seres vivos habitam é infinito – uma concepção amplamente sustentada pela astronomia moderna. Pode haver alguns planetas nos quais todos os habitantes sejam bons e virtuosos, e outros como a Terra, onde também existem muitos que são egoístas e desonestos. Também pode haver planetas nos quais todos vivam felizes, desfrutando de longevidade e escutando belas melodias de manhã à noite.
Quando as funções do nosso coração e mente e as funções do universo estão sincronizadas, podemos nascer onde quisermos, da forma como desejarmos. O Sutra do Lótus faz alusão a “escolher livremente onde nascerá” (LSOC, cap. 10, p. 202). Essa é a essência do budismo.
O presidente Josei Toda muitas vezes comparava a morte ao ato de dormir. Assim como despertamos revigorados e cheios de energia depois de uma boa noite de sono, aqueles que falecem tendo recitado Nam-myoho-renge-kyo por toda a vida renascem, após um período de descanso, para se juntar novamente às fileiras dos que lutam em prol do kosen-rufu, ele costumava dizer.
Nichiren Daishonin formula reiteradamente orientações sobre o momento da morte em seus escritos. Por exemplo:
É impossível conter as lágrimas diante da alegria indescritível de saber que não somente um ou dois, não somente cem ou duzentos, mas nada menos que “mil” budas nos receberão de braços abertos! (CEND, v. I, p. 225-226)
***
Estarei sem falta com você na ocasião de sua morte e o guiarei desta vida para a próxima. (WND, v. I, p. 965)
***
Quando estava vivo, ele era um buda em vida, e agora é um buda em morte. Ele é um buda tanto em vida quanto em morte. Esse é o significado da doutrina fundamental de se atingir o estado de buda na forma como se apresenta. (CEND, v. I, p. 477)
A crença na eternidade da vida é compartilhada por vários dos principais escritores e pensadores do mundo. A concepção de vida deles possui muitos aspectos em comum com a perspectiva budista.
Leon Tolstói (1828–1910) era um deles. Em 1907, aos 79 anos, pouco antes de morrer, ele escreveu: “Viver é venturoso, e a morte também”.1 Essas palavras expressam o estado mental inabalável que Tolstói havia conquistado após uma vida de grandes vicissitudes. O eminente historiador britânico Arnold J. Toynbee também ficou profundamente impressionado pela visão budista sobre a vida.
Nós acreditamos no supremo ensinamento do budismo tão avidamente buscado pelos principais pensadores mundiais, e o estamos praticando e propagando ao mundo todo. Não há vida mais maravilhosa.

Edição 2263 - Publicado em 14/Fevereiro/2015 - Página B1

Sabedoria para criar a felicidade e a paz [Parte 14]

Saboreie a Felicidade

 

 


Edição 2256 - Publicado em 31/Dezembro/2014 - Página D2

FELICIDADE é a fé. Essa é a conclusão do budismo. Por quê? Porque a fé é interna, não depende das circunstâncias. Fé forte significa felicidade abundante e constante. Nada mais natural que o budismo estimule o fortalecimento e o incremento constante da fé. Outra vantagem: a fé, se construída numa base sólida, faz das situações externas o tempero da felicidade.
O objetivo do budismo é que sua vida interna seja rica, intensa e o liberte das circunstâncias externas. Em tempos bons ou ruins, uma pessoa de fé mantém intacto o bem-estar interior e com essa energia muda qualquer situação para melhor. Isso acontece porque ela cultiva um estado mental autônomo, abundante em riquezas espirituais.
Como ensinado no budismo, fé firme é o “tesouro do coração”, composto, além de tudo, de excelente caráter. Uma pessoa de fé forte tem consciência da própria vida e usufrui de cada momento, seja ele positivo, seja ele negativo.
Gente de fé vence o ambiente externo porque seu mundo interno é uma montanha de otimismo e alegria. O presidente Ikeda afirma que “ter fé é viver fiel a nós mesmos, como somos, e manifestar um estado em que dizemos sinceramente: ‘Ah!, sinto a verdadeira satisfação’, ‘Minha vida é uma grande vitória’. Isto sim é ‘paz e felicidade’” (BS, ed. 1.447, 7 fev. 1998, p. 3).

Presidente Ikeda ensina a receita para ser feliz


Um excelente chef de cozinha sabe que comida boa começa com ingredientes certos, escolhidos a dedo, de qualidade. Quando o assunto é felicidade, eles devem ser colhidos dentro de você. Quem é feliz por dentro é feliz por fora; e ser feliz por dentro é ter fé. O presidente da SGI, Dr. Daisaku Ikeda, propõe seis itens da felicidade: satisfação, profunda filosofia, forte convicção, alegria e entusiasmo, coragem e tolerância.

1. Satisfação


É viver feliz e exultante todos os dias, com sensação da tarefa cumprida e senso de profunda realização. É uma satisfação mental inconfundível. No budismo, começamos o dia diante do Gohonzon recitando gongyo e daimoku; esse ato por si só é “um profundo senso de contentamento nas profundezas do nosso ser que nada pode ultrapassar”, afirma o presidente Ikeda. A manhã de um membro da SGI é banhada pelo sol revigorante do gongyo e do daimoku e se fosse só por esse fato nossa vida seria plenamente satisfatória.

2. Profunda filosofia


Pessoa feliz tem filosofia profunda e valorosa. Traduzimos em ações a filosofia da dignidade da vida ensinada no Budismo de Nichiren Daishonin. Mesmo em meio a dificuldades pessoais recitamos daimoku e agimos energicamente pela felicidade das pessoas, nos empenhamos em organizar e executar atividades pelo kossen-rufu, nossos problemas são incentivo às pessoas além de impulso para a prosperidade da sociedade. Essa maneira de viver está embasada numa profunda filosofia e nada gera mais bem-estar e felicidade.

3. Convicção


Ser feliz é ter forte confiança no que acredita e distinguir claramente o bem do mal, o certo do errado. Convicção é ter inabalável força mental para manter-se no caminho que escolheu. No budismo, vivemos por um bem maior — o kosen-rufu, a felicidade de si e de todos ao redor; temos firmeza de propósito e não nos desviamos dessa rota nem por tentações nem por ameaças. A base dessa força é o brado de Daishonin: “Mesmo que os deuses me abandonem e todas as espécies de dificuldades me ocorram, ainda assim darei minha vida pela Lei”.

4. Alegria e entusiasmo


É feliz quem vive sempre de forma positiva e com entusiasmo. Quem é alegre e bem-humorado eleva o ânimo e faz brilhar o coração de todos com quem se encontra. No budismo, a prática da fé torna a personalidade radiante porque manifesta arrojo, sabedoria e alegria e esses três conduzem à felicidade. Inclusive há discernimento para não permitir que ninguém tire vantagem da nossa boa natureza. Aprendemos a direcionar tudo de forma positiva, encarando as coisas pela melhor perspectiva sem nunca, é claro, tirar os olhos da realidade.

5. Coragem


A coragem é a energia que supera tudo. Os covardes falham em saborear as verdadeiras e profundas alegrias da vida. No budismo, “a fé na Lei Mística possibilita-nos criar e desenvolver a força interior ao máximo. Eis por que ter uma fé corajosa é tão importante. Não vamos saborear a verdadeira força benéfica da Lei Mística se não tivermos coragem” (BS, ed. 2.002. 5 set. 2009, p. A2).

6. Tolerância


Ser feliz é ser tolerante, ter mente aberta a ponto de deixar as pessoas ao redor confortáveis, tranquilas. Pessoas rígidas e intolerantes que criticam as demais pelas menores coisas ou fazem estardalhaço todas as vezes que surgem problemas apenas cansam e inspiram medo. No budismo, praticamos constantemente o shakubuku, o ato de maior tolerância e compaixão que, além de tudo, traz a prosperidade social.

Felicidade é força mental


A proposta budista é interessante porque os ingredientes da felicidade são internos; portanto, nunca haverá escassez.
Ao analisar com acuidade, nota-se que todos eles se referem a forças vitais, mentais. Uma vez que estamos vivos, temos todos esses ingredientes em nosso ser. Salsinha, cebolinha, peixe, coentro e pimenta são adquiridos fora. Mas os seis citados pelo presidente Ikeda são internos e os temos em abundância. Como obtê-los? Por meio da prática budista! Ele mesmo afirma que “todos [os itens citados acima] estão definitivamente expressos pela simples palavra ‘fé’. Uma vida baseada na fé é uma vida de insuperável alegria” (BS, ed. 2.227, 17 maio 2014, p. B1). Felicidade é usufruir desses ingredientes a cada momento e usá-los para o cotidiano ficar saboroso, repleto de benefícios e boa sorte.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Não o perfil adequado?

 

Quantas vezes você já ouviu alguém dizer que não tem perfil para fazer alguma coisa? E quantas vezes você já se pegou dizendo não ter perfil para alguma coisa?

Pode ser para vendas, para administração, para ficar dentro de um escritório, para falar outras línguas, para ser empregado, para ser empreendedor, para ser empresário ou qualquer outra habilidade.

Desde pequenos somos ensinados a buscar o caminho mais fácil ou da área onde temos a maior aptidão. Afinal de contas, os programas de orientação vocacional estão aí para confirmar minha teoria.

É claro que investir em áreas onde temos maior aptidão nos proporcionará vitórias mais rápidas pois estamos mais familiarizados com a questão.

Agora, será que esse é verdadeiramente o melhor caminho para nos tornarmos pessoas melhores e mais capacitadas a vencer os desafios que a vida adulta irá nos proporcionar? Em minha visão, NÃO! Se você atuar sempre de atividades onde “tem perfil para executar” tudo o que vai acontecer é suas habilidades diminuírem ao longo do tempo. Isso é chamado de entropia. No âmbito da administração, entropia significa um sistema que já não se adapta ao ambiente empresarial atualizado.

Se o mundo que conhecemos está mudando rapidamente, mas as pessoas nele inseridas não se adaptam ao novo ambiente por dizerem “não ter perfil” para as novas habilidades que esta nova realidade exige, imagine o que vai acontecer? Elas serão descartadas pelo sistema. Simples assim.

Não é à toa que estamos vivendo um momento de grande transformação na sociedade e, principalmente, no modelo de trabalho formal. O mundo segue mudando a passos cada vez mais largos pela constante aceleração tecnológica e globalização, enquanto as pessoas estão presas aos seus perfis vocacionais e tudo aquilo que construíram ou sonharam em construir em termos de carreira profissional há 5, 10 ou 15 anos atrás.

Não precisa ser nenhum cientista de foguete, sociólogo ou economista para perceber que as pessoas que não se adaptarem na mesma velocidade com que o mundo está evoluindo terão sérios problemas para se manterem ativas nos próximos anos.

Sim, estou falando de demissão e MUITA dificuldade de realocação.

Não é só uma questão econômica, de crescimento do mercado de trabalho, de aumento do PIB ou qualquer outro fator externo a nós mesmos. Nós teremos que desenvolver novas habilidades e fazer coisas que não acreditávamos ter perfil. Afinal de contas, não é possível conviver em pleno século XXI com o mesmo nível de pensamento especializado da era industrial.

Como disse Darwin, “adapte-se ou morra”.

É por isso que tantas pessoas estão sofrendo e em busca de uma “forma melhor” para conquistar seus objetivos. Elas estão sentindo que o que fazem hoje não vai levar a onde elas sonhavam. Ao mesmo tempo permanecem imóveis querendo acreditar que elas não precisarão mudar a decisão que tomaram há muito tempo atrás. Esse choque de direções faz com que elas fiquem cada vez mais ansiosas, insatisfeitas, compulsivas, bi polares e, por que não mencionar, autodestrutivas.

Novamente, não é preciso ser muito inteligente para perceber, que se temos duas forças agindo sobre um mesmo corpo em direções opostas, rupturas irão acontecer.

Espero que você comece a prestar mais atenção ao se ouvir dizendo “não tenho perfil”. E, quando isso acontecer, pergunte-se, “por que não tentar? O que eu posso aprender ao desenvolver essa nova habilidade? O que eu posso PERDER ao permanecer dentro de minha zona de conforto?”. Você será o maior beneficiado por esta escolha.

Como diz a frase da imagem deste artigo, “Sem um grande esforço, não há progresso”. E você jamais fará um grande esforço se escolher somente as atividades para as quais “tem perfil”.

Eu escolhi me adaptar às mudanças no mundo e me esforçar para desenvolver novas habilidades.

Qual será a sua escolha?

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