domingo, 4 de setembro de 2016

O que é o TOEFL?

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Posted on: quarta-feira, 27 de julho de 2016 08:48
Author: Camila Oliveira
Subject: Certificado TOEFL

Se você precisa comprovar sua proficiência em inglês, estudar fora do país ou fazer alguma prova de mestrado ou residência o TOEFL certamente será um dos certificados necessários para tornar tudo isso possível. Você conhece o TOEFL? Descubra aqui para quem esse teste é indicado e como ele funciona.

O que é o TOEFL?

O TOEFL (Test of English as a Foreign Language – Teste de Inglês como Língua Estrangeira) é um teste que avalia a proficiência na habilidade de entender e utilizar o inglês em um ambiente acadêmico.
É o exame ideal para quem procura estudar em alguma universidade no exterior ou para quem deseja avaliar seu progresso no aprendizado de inglês.
Além disso, o TOEFL é usado como pré-requisito para ingressar no programa Ciências sem Fronteiras, mestrados, doutorados e provas de residência médica. Pode ser requerido em departamentos de imigração para emitir vistos de trabalho, residência ou estudo, por agências médicas e de licenciamento para fins de certificação profissional.

Quais são os tipos de prova e quais habilidades são testadas?

Há três tipos de prova:
  • TOEFL IBT
  • TOEFL PBT
  • TOEFL ITP
1. TOEFL IBT: TOEFL Internet Based Test
Esta é a prova feita por 96% das pessoas e é aceito por mais de 9.000 instituições em mais de 130 países, incluindo a Austrália e Reino Unido, de acordo com o ETS, órgão aplicador da prova.
Como o próprio nome indica, a prova é aplicada via internet. Mas atenção: não quer dizer que podemos fazê-la na internet e no computador da nossa casa. É necessário ir em um local específico fazer essa prova, em uma sala com fiscais e todos os equipamentos aprovados pelo ETS. No Brasil o TOEFL IBT é aplicado mais de 50 vezes ao ano e os locais de prova geralmente ficam em grandes cidades, você pode conferir datas e locais aqui.
A prova do TOEFL IBT abrange quatro competências integradas: reading, listening, speaking e writing.
  • Reading: A seção de reading mede a sua habilidade de entender textos e passagens acadêmicas de nível universitário. Isso acontece porque acredita-se que em muitos cenários acadêmicos ao redor do mundo, é necessário ler e entender informações de materiais didáticos e outros materiais acadêmicos escritos em inglês. Então, na seção de reading espera-se que você desenvolva a habilidade de leitura para encontrar informações no texto e entendê-lo, assim como reconhecer sua organização e proposta.
  • Listening: A seção de listening mede a habilidade de entender o inglês falado. Isso acontece porque acredita-se que no cenário acadêmico você seja capaz de ouvir palestras e conversas. Então, na seção de listening espera-se que você tenha compreensão da ideia principal, reconhecer a intenção e o nível de certeza do falante que irá ouvir, bem como reconhecer a organização da informação apresentada, fazer inferências e tirar conclusões acerca do que foi ouvido.
  • Speaking: A seção de speaking mede a habilidade de falar inglês efetivamente no cenário acadêmico, tanto dentro quanto fora da sala de aula. As tarefas desta seção se assemelham à situações da vida real que os estudantes enfrentam, como debates, exposição de opiniões, participação acadêmica em sala de aula, conversas em ambientes fora da classe. Na seção de speaking será pedido para falar sobre uma variedade de tópicos que são baseados nas experiências pessoais, opiniões de pessoas e também perguntas que integram listening e reading, como seria em uma sala de aula, por exemplo.
  • Writing: A seção de writing mede sua habilidade de escrever em inglês em um cenário acadêmico. Isso acontece porque em todas as situações em que escrever em inglês é solicitado, é necessário que você seja capaz de apresentar ideias claramente, de maneira organizada. Na seção de writing espera-se que você tenha a capacidade de resumir, parafrasear e citar informações  de forma precisa, analisar dados e cruzar informações. Também espera-se que você seja capaz de escrever redações que expressem ou apoiem suas opiniões.
2. TOEFL PBT: TOEFL Paper Based Test
O TOEFL PBT funciona de maneira parecida com o IBT, a diferença é que o PBT é feito no papel. Ele é aplicado somente em localidades que não haja a existência de internet ou computadores. Este teste não é aplicado no Brasil há alguns anos e consta no site do ETS que será desativado.
3. TOEFL ITP: TOEFL Institutional Testing Program
O TOEFL ITP não é internacionalmente reconhecido como um certificado que comprova a fluência completa do aplicante, pois não há a avaliação das habilidades de speaking e writing. Por isso é chamado de teste institucional e funciona mais como uma maneira de avaliar o nível de inglês de um aluno e não a proficiência.
A prova se assemelha com as que são normalmente aplicadas em uma sala de aula normal de cursos de inglês. Na verdade, muitas escolas de idiomas utilizam o TOEFL ITP como prova de fim de curso para comprovar oficialmente que o aluno finalizou o curso com o nível em que estava matriculado.
Além disso, por ser institucional, o TOEFL ITP é amplamente utilizado como comprovação oficial de que a pessoa possui certo nível de inglês, quando a proficiência não é um fator decisivo, como em concursos, provas de mestrado, doutorado e residência médica (nestes casos, saber ler e escrever é primordial, mas falar nem tanto).
Em nível internacional, o TOEFL ITP pode ser aceito por programas acadêmicos de países que não são falantes nativos de inglês e que a língua inglesa não é a forma dominante de instrução. Serve também para bolsas de estudo, como uma forma de contribuir para a documentação que você possui conhecimentos de inglês acadêmico. Por fim, o TOEFL ITP também serve para monitorar seu progresso no aprendizado da língua inglesa.
Há dois tipos de prova: o Level 1, feito para pessoas com nível de inglês intermediário a avançado e Level 2, com nível de inglês iniciante a intermediário. Ambas as provas abordam as mesmas habilidades, que são estruturas e expressões escritas e compreensão de áudio e de leitura. O que difere uma da outra é a duração da prova e a carga de conteúdo que é voltada para cada nível.

Qual é a duração da prova e como os pontos são distribuídos?

Cada prova tem suas particularidades e distribuição de pontos diferentes:
TOEFL ITP
Level 1 (intermediário a avançado): 2 horas
Seção
Número de Questões
Tempo
Pontuação
Listening Comprehension
50
35 minutos
31 – 68 pontos
Structure and Written Expression
40
25 minutos
31 – 68 pontos
Reading Comprehension
50
55 minutos
31 – 67 pontos
TOTAL
140
115 minutos
310 – 677 pontos

TOEFL ITP
Level 2 (básico a intermediário): 1 hora e 10 minutos
Seção
Número de Questões
Tempo
Pontuação
Listening Comprehension
30
25 minutos
20 – 50 pontos
Structure and Written Expression
25
17 minutos
20 – 50 pontos
Reading and Vocabulary
40
31 minutos
20 – 50 pontos
TOTAL
95
70 minutos
200 – 500 pontos

TOEFL IBT
Duração: 4 horas
Seção
Número de Questões
Instruções
Tempo
Pontuação
Reading
3 –  4 passagens
12 – 14 questões cada
Ler passagens e então responder as questões.
60 – 80 minutos
0 – 30 pontos
Listening
4 – 6 discursos
6 questões cada
Ouvir as palestras ou discussões de sala de aula e então responder as questões.
60 – 90 minutos
0 – 30 pontos
BREAK

Intervalo obrigatório.
10 minutos

Speaking
6 tarefas: 2 independentes
4 integradas
Usando um microfone, falar sobre tópicos que esteja familiarizado, e discutir o material que leu e ouviu.
20 minutos
0 – 30 pontos
Writing
1 tarefa integrada
1 tarefa integrada
Ler a passagem, ouvir a gravação e então escrever sua resposta (digitando no teclado do computador).
20 minutos
30 minutos
0 – 30 pontos
TOTAL

250 minutos
0 – 120 pontos
Fonte: ETS – TOEFL

Qual é a validade do certificado?

Não existe uma verdadeira validade para o certificado, mas é de acordo comum que ele dure apenas dois anos, após esse tempo as instituições não costumam aceitá-lo mais. Isso acontece pelo fato da língua inglesa estar em constante mudança e acredita-se que após dois anos a pessoa pode não estar mais tão preparada para enfrentar o meio acadêmico, por isso é necessário refazer a prova.

Quem pode fazer as provas? Quantas vezes é possível fazê-las?

Qualquer pessoa pode fazer a prova e quantas vezes desejar. Contudo, é necessário respeitar um intervalo mínimo de 12 dias entre uma prova e outra.

Onde as provas são aplicadas? Como fazer a inscrição e qual o valor?

As provas são aplicadas em locais oficiais do ETS. Existem 4500 centros de testes em 165 países, basta conferir o melhor local para você no site oficial. A inscrição pode ser feita online, via carta, telefone ou pessoalmente.
O TOEFL ITP possui mais centros de testes, algumas franquias de escolas de inglês e universidades são autorizadas a aplicar.
O valor entre as três provas varia, sendo necessário consultar no site, mas, até o momento, os valores são:
  • TOEFL IBT: 250 dólares americanos*
  • TOEFL PBT: 170 dólares americanos*
  • TOEFL ITP: 250 reais*
* Atenção: estes valores estão sujeitos a alteração, portanto, confira sempre no site do ETS o verdadeiro valor.

TOEFL para Ciências Sem Fronteiras – CsF e Inglês sem Fronteiras – IsF

O programa de estudos Ciências sem Fronteiras, oferecido pelo Governo Federal, tem possibilitado que muitos jovens tenham sua primeira experiência internacional e, para completar, em um ambiente acadêmico.
Um dos pré-requisitos para participar do programa é a comprovação de fluência em uma língua estrangeira, na maiorias das vezes, inglês. Essa comprovação se dá através de certificados de proficiência e tanto o TOEFL IBT quanto o ITP são aceitos. Fazer e pagar a prova fica por conta do aluno que tentará pleitear uma vaga no programa e, como você viu acima, fazer qualquer um dos TOEFL não é nada barato.
Contudo, o Governo Federal lançou um programa chamado Inglês sem Fronteiras, em que é possível fazer provas de certificação de proficiência em inglês, francês e italiano gratuitamente. E não vale só pra quem pretende participar do CsF, é para qualquer universitário. Através do IsF é possível fazer apenas o TOEFL ITP, e ele é aplicado em qualquer cidade que possua alguma universidade estadual ou federal.
O resultado do teste demora mais que quando feito direto em um centro de teste do ETS: enquanto no centro oficial o prazo é de 15 dias para o resultado online, no IsF o resultado pode sair entre 15 dias úteis e 3 meses, portanto, se tiver urgência, é bom ficar atento!

Como estudar para o TOEFL

Não existe uma regra ou metodologia exata para se estudar para o TOEFL, contudo, estar preparado para a prova é fundamental. O próprio site do ETS oferece alguns materiais de estudo gratuito. Confira:
  1. TOEFL – Go Anywhere
  2. TOEFL iBT® Quick Prep
  3. The TOEFL® Video Library
  4. TOEFL® Planner Test Prep
  5. TOEFLtv
  6. O teste TOEFL® em maior detalhe – parte 1
  7. O teste TOEFL® em maior detalhe – parte 2
Espero que tenha gostado.
Boa sorte!


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Jardim Magnólia


Jardim Magnólia

Um dos moradores mais antigos do Jardim Magnólia: quase 50 anos no bairro :.
Elias Rachid Neto é um dos moradores mais antigos do bairro Jardim Magnólia, bairro da Zona Oeste de Sorocaba e que passa a fazer parte também da cobertura e entrega do Jornal Jardim Simus & Cia, a cada 2 meses. Morador há 48 anos do bairro, Rachid, como é popularmente chamado e conhecido no Jardim Magnólia pelos demais moradores.
Comerciante muito antigo do local, ele é proprietário de uma das mais antigas mercearias da região, que virou ponto de referência no bairro: a Mercearia Rachid. Elias conta que veio morar no bairro com seus pais quando ele tinha apenas 10 anos. Sua família veio de Piraju, interior de São Paulo, e nunca mais saiu do Jardim Magnólia.
Ele conta que naquela época, há quase 50 anos, não tinha energia elétrica e nem esgoto encanado no bairro e muitas ruas do Jardim Magnólia não existiam. “Quando chegamos não tinha praticamente nada por aqui, apenas muitas casas antigas”, relembra.
Quem atualmente circula por uma das mais tradicionais avenidas de Sorocaba e da Zona Oeste da cidade. A General Carneiro, nem imagina que um dia ela tinha apenas uma pista. “Eu me lembro de quando a atual Avenida General Carneiro era uma pista só e muito diferente do que é hoje, essa movimentação toda”, conta.
Outra curiosidade daquela época era o tradicional bonde. “A gente quase não andava de ônibus naquela época, e nem tinha quase. Andávamos mesmo muito mais de bonde”, conta Rachid.
Morador tão antigo do bairro, a Mercearia Rachid conquistou a confiança dos moradores da região. E para agradecer, há 17 anos, ele promove uma festa, que acontece todo ano no último domingo antes do Natal. Uma rua no Jardim Magnólia é fechada durante o dia para que aproximadamente 1 mil pessoas, crianças, jovens e adultos carentes tenham um dia diferente, com refeição, doces e muita diversão para a criançada, além de serviços gratuitos como corte de cabelo e manicure. “Com a ajuda de amigos e parceiros, todo ano faço essa festa para ajudar as pessoas que precisam”, afirma.


Fonte: Jornal Zona Oeste e Cia





Resumo:

O Jardim Magnólia começou a ser formado há mais de 50 anos. Na época, haviam muitas casas antigas. Cresceu a partir da Avenida General Carneiro, em sentido à Avenida Américo de Carvalho.
Um de seus primeiros moradores foi o senhor Elias Rachid Neto, muito conhecido por todos os moradores e que possui um um comércio:a Mercearia Rachid. Há 17 anos ele promove uma festa no final de ano, antes do Natal, para agradecer a confiança dos moradores da região.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Criação de Valor

Capa da edição atual

Edição 572 - Publicado em 16/Abril/2016 - Página 16

Somos felizes quando criamos valor.
“Criar valor” é valorizar cada pessoa. É também a sabedoria que capacita o ser humano a transformar perdas em ganhos, mal em bem e sofrimentos em alegria. Sendo assim, somos felizes quando valorizamos o ser humano que está à nossa frente; quando, sem nos abatermos pelas circunstâncias, transformamos o veneno em remédio.

Nesta matéria, entenda como a valorização de cada pessoa e a sabedoria para transformar o veneno em remédio se fundem numa atitude transformadora do ser humano e da sociedade.Valorizar a vida humana

Na SGI, aprendemos que “criar” se refere à criação de algo a partir do nada. “Valor” é valorizar a dignidade da vida humana.
A filosofia budista esclarece que “vida humana” não se limita ao ser humano, refere-se ao ser e seu ambiente, que são inseparáveis (esho funi). Na expressão “vida humana” estão inclusos o meio ambiente, os animais e a vida em todas as suas manifestações.
Na atual sociedade, em que prevalece o desrespeito à vida humana, criar valor consiste em “dar existência” ao “respeito à vida” a partir de condições em que esse respeito não existe. Esse é o propósito da SGI — e realizá-lo é promover o bem-estar social a partir da “criação de valor”(kosen-rufu).
Criar valor é viver criativamente, fazendo de cada atividade humana um gesto de valorização da dignidade da vida. Nessa ação se encontra a verdadeira felicidade.

Partindo da conclusão do Sutra do Lótus

Valorizar cada pessoa (como se fosse o Buda) — essa é a mensagem conclusiva do Sutra do Lótus pregado pelo fundador do budismo, o buda Shakyamuni.
O Sutra do Lótus é o ensinamento mais importante de Shakyamuni, pois nele está revelada implicitamente a essência do budismo — a verdade de que a Lei Mística, que abarca e sustenta todas as coisas no universo, existe dentro do ser humano. Essa Lei transcendente e universal, inerente ao ser humano, chama-se Nam-myoho-renge-kyo.
Por meio da recitação do daimoku com fé no Gohonzon uma pessoa consegue ativar plenamente seu potencial iluminado. Recitar o daimoku, e propagar o Gohonzon, é fundir-se com a Lei eterna e imutável que transcende o “eu” limitado e finito. Essa fusão da pessoa e Lei é a felicidade que capacita o ser humano a estabelecer a paz na sociedade.
Tudo começa com o reconhecimento da existência do Nam-myoho-renge-kyo dentro da vida do ser humano. Essa é a fé budista, ou a fé no Gohonzon. Ter fé que o Nam-myoho-renge-kyo existe dentro de si e do outro é acreditar que todas as pessoas são budas da forma como se apresentam — o princípio budista da iluminação de todas as pessoas (iluminação universal).
O Sutra do Lótus ensina que a missão dos discípulos das gerações futuras, após o falecimento do Buda, é propagar essa fé para o mundo e criar condições para cada pessoa ser feliz por meio da manifestação do seu potencial iluminado.
Essas duas ações — propagar a fé e criar condições — definem o que é valorizar cada pessoa. Dessa forma, o meio de cumprir a missão revelada no Sutra do Lótus é criar valor.
A propagação da Lei Mística não se limita à divulgação de uma religião, é a propagação da conduta humana mais elevada (criar valor) onde ela não existe. Essa conduta é a atitude benevolente e corajosa de respeitar a dignidade da vida humana. Por meio dessa atitude, damos o exemplo concreto do que é revelar a existência do Nam-myoho-renge-kyo na própria vida.
“Criar valor” é essa atitude benevolente — a forma mais elevada de valorizar cada pessoa. Criar valor é fazer manifestar o Nam-myoho-renge-kyo na própria vida e na do outro.

O último a chegar

O conceito de “criação de valor” aparece no capítulo final do Sutra do Lótus, “Encorajamento do Bodisatva Mérito Universal”, precisamente com a chegada do bodisatva Mérito (Valor) Universal, que se atrasou para uma cerimônia que durou oito anos.
Graças ao atraso do bodisatva, a conduta do buda Shakyamuni nos deu um exemplo do que é valorizar o ser humano sem ser influenciado pelas circunstâncias. Acompanhe a história.
Quando a pregação do Sutra do Lótus chegava ao fim, repentinamente, eis que surge no Pico da Águia o bodisatva Mérito Universal vindo do leste, acompanhado de “grandes bodisatvas num número imensurável, ilimitado e indescritível”. (BS, ed. 1.570, 2 set. 2000, p. 3)
Quando soube que Shakyamuni estava expondo o Sutra do Lótus no distante mundo saha, ele reuniu uma quantidade incalculável de bodisatvas e correu para o Pico da Águia. Ao chegar à assembleia, imaginando que o Buda estaria descontente com seu atraso, Mérito Universal assumiu uma expressão séria e imediatamente fez o juramento de proteger os praticantes do Sutra do Lótus após o falecimento do Buda.
Satisfeito com a sinceridade de Mérito Universal, que de pronto jurou proteger os que propagariam o Sutra do Lótus pelo mundo inteiro, o Buda elogiou-o calorosamente com um entusiasmo maior do que havia demonstrando aos que estavam na cerimônia desde o começo.
O elogio de Shakyamuni surpreendeu a todos, inclusive o próprio Mérito Universal, que, com a mesma rapidez de sua iniciativa ao fazer o juramento, pediu ao Buda que explicasse como as pessoas poderiam viver com o mesmo espírito do Sutra do Lótus após o falecimento do Buda.
A pergunta foi certeira. Em resposta, Shakyamuni explicou sobre as quatro condições da prática do Sutra do Lótus:
“Se os bons homens e mulheres preencherem as quatro condições na época após o Buda ter entrado em extinção, eles compreenderão este Sutra do Lótus. Primeiro, devem ser protegidos e considerados pelos budas. Segundo, devem plantar as raízes da virtude. Terceiro, devem entrar no estágio em que estejam convictos de alcançar a iluminação. E quarto, devem ter a determinação de salvar todos os seres vivos” (Ibidem).
Ao ouvir as quatro condições, Mérito Universal jurou: “Se houver alguém na época maligna e corrupta que aceite e abrace este sutra, eu o protegerei” (Ibidem). Ele prometeu ainda “libertá-lo do declínio e do mal” (Ibidem) e garantiu que nenhum ser “conseguirá tirar vantagem dele” (Ibidem).
E disse também:
“Se essa pessoa se esquecer de uma única frase ou verso do Sutra do Lótus, prontamente a ajudarei a ler e a recitar até que compreenda. (...) Quando a vida dessas pessoas chegar ao fim, mil budas lhes darão a mão, tirarão seu medo e não permitirão que caiam nos maus caminhos da existência. (...) Após o Buda ter entrado em extinção, farei com que (o Sutra do Lótus) seja amplamente propagado por todo o Jambudvipa (o mundo inteiro) e providenciarei para que (ele nunca seja esquecido e que sua propagação) nunca chegue ao fim” (Ibidem).
Feliz com a disposição do bodisatva Mérito Universal, Shakyamuni declarou:
“Portanto, Mérito Universal, se encontrar uma pessoa que aceite e abrace este sutra, deve se levantar e cumprimentá-la de longe, demonstrando-lhe o mesmo respeito que dirigiria a um buda” (Ibidem).
Essas foram as últimas palavras de Shakyamuni no Sutra do Lótus.

O bodisatva
“Criação de Valor”


Para entender a “criação de valor” como sabedoria que transforma veneno em remédio, vamos começar pelo nome do bodisatva Mérito Universal.
Nichiren Daishonin explica: “No nome Mérito Universal, ‘universal’ refere-se ao princípio do verdadeiro aspecto de todos os fenômenos, a verdade essencial e imutável incorporada ao ensinamento teórico [do Sutra do Lótus]. E ‘mérito’ expressa a ideia de sabedoria, a sabedoria que atua de acordo com as circunstâncias mutáveis, incorporada ao ensinamento essencial” (Gosho Zenshu, p. 780).
Sobre a frase de Daishonin, o presidente Ikeda comenta: “A ‘sabedoria que atua de acordo com as circunstâncias mutáveis’ significa criação de valor” (BS, ed. 1.570, 2 set. 2000, p. 3).
Tanto no nome quanto na postura, o bodisatva Mérito Universal expressa a sabedoria que nasce do ato de valorizar cada pessoa tendo como critério o valor mais supremo que ela possui: a vida ou estado de buda.
Voltando ao nome do bodisatva, “universal” representa o princípio da iluminação de todas as pessoas (iluminação universal). Ou seja, todas as pessoas são budas da forma como se apresentam. Essa é a verdade imutável incorporada no ensinamento teórico do Sutra do Lótus.
Acreditar ou aceitar essa verdade é bem difícil. As pessoas geralmente se autodepreciam ou desvalorizam umas às outras por se apegarem às circunstâncias mutáveis ou aparência externa. Como elas se definem e julgam as pessoas com base em valores externos circunstanciais, não conseguem reconhecer o valor supremo da vida em si e nos outros.
Um exemplo de apego a valores externos circunstanciais é valorizar, ou desvalorizar, uma pessoa por sua posição social, títulos acadêmicos, condição financeira, capacidade intelectual etc.
A “sabedoria que atua de acordo com as circunstâncias mutáveis, incorporada ao ensinamento essencial” é a capacidade de, mesmo em meio às circunstâncias adversas, reconhecer e trazer à tona o potencial iluminado inerente a si mesmo e aos outros. É agir, sem nunca perder de vista a verdade de que todas as pessoas são budas, mesmo que as circunstâncias ofusquem esse fato. É a sabedoria de reconhecer o ouro, mesmo que ele esteja coberto de lama e fazê-lo brilhar.
O reconhecimento do Nam-myoho-renge-kyo em si mesmo e, consequentemente, no outro é a fé — fonte da sabedoria que transforma o veneno em remédio e atua de acordo com as circunstâncias mutáveis. O presidente Ikeda afirma que “a fonte da criação de valor é a fé. Ter fé significa ter uma esperança ilimitada. Independentemente das circunstâncias serem boas ou más, mesmo que pareça lutar uma batalha perdida, deve se levantar convicto de que não será derrotado e, a partir daí, mostrar claramente a prova real do ilimitado potencial da Lei Mística. Esse é o verdadeiro propósito da fé! Sem dedicar todo nosso ser à criação de algo a partir do nada, não conhecemos o que é a fé genuína. O intenso desafio de criar valor, transformar a perda em ganho, o mal em bem, a mesquinhez em beleza. Esse é o espírito Soka. Isso é fé” (BS, ed. 1.579, 11 nov. 2000, p. 3).

Valorizar cada pessoa sem ser influenciado pelas circunstâncias

Como indicado pelo nome do capítulo do Sutra do Lótus, “Encorajamento do Bodisatva Mérito Universal”, o incentivo está relacionado à “criação de valor”.
A sabedoria da “criação de valor” consiste em transformar o negativo em positivo. Para isso, não se deve fingir que não existe sofrimento e nem ficar preso a ele. A fim de converter veneno em remédio, devemos, em primeiro lugar, levar em conta o sofrimento e, então, se valer da sabedoria para convertê-lo em alegria.
Ao julgar a capacidade do ser humano, não levamos em conta as circunstâncias externas. Elas são mutáveis. Adotamos como critério a verdade de que todos são budas da forma como se apresentam.
No caso do incentivo, deve-se considerar a condição da pessoa e encorajá-la adequadamente, de acordo com a sua situação. O encorajamento cria valor quando é coerente com a condição da pessoa que é incentivada.
Para entender melhor, tome como exemplo o ouro coberto de lama. Ao atribuir valor ao ouro, não levamos em conta o barro (circunstância mutável) e sim o que está por baixo da lama. Atribuir valor é um ato de fé. Significa acreditar na verdade de que o ouro continua sendo ouro, mesmo coberto de lama.
Incentivar é limpar o ouro para que ele possa reluzir. Para uma limpeza eficaz, levamos em conta o tipo de sujeira e escolhemos a melhor maneira de fazê-lo brilhar. Essa é a fé convertida em sabedoria que atua segundo as circunstâncias mutáveis.
Essa sabedoria vem de dentro, quando o indivíduo tem a intenção de incentivar as pessoas para que manifestem o próprio potencial iluminado.
Tocar o coração de uma pessoa, despertar nela a força para transformar a realidade, só é possível quando se é incentivado por alguém que verdadeiramente compreende o seu sofrimento. Esse encorajamento será eficaz, inesquecível e se tornará um tesouro incalculável na vida de quem recebe.
Essa é a lição por trás do atraso do bodisatva Mérito Universal. Para exemplificar esse conceito, leia o relato do presidente Ikeda, que consta num diálogo sobre o atraso do bodisatva:
“Certa vez, orientei rigorosamente um líder da organização. Ele havia repreendido um membro na frente de todo mundo por ter chegado atrasado a uma reunião. Fiquei furioso quando soube disso e falei:
— Que direito você tem de repreender aquela pessoa? Isto é ultrajante. Aquele membro abriu um espaço em sua atarefada agenda para participar do movimento pelo kosen-rufu. Nas atividades, os companheiros da fé devem se apoiar e se elogiar mutuamente.
Isso foi há bastante tempo. Mas a questão é muito mais importante hoje em dia em que a economia enfrenta dificuldades. Orientar uma pessoa sem saber de sua condição financeira, nem de sua situação em casa, é o mesmo que dizer palavras vazias. Não devemos cair na formalidade. Não devemos nos tornar autoritários.
Em alguns casos, seria melhor dizer a alguém que estiver com problemas no trabalho:
— Eu irei à reunião e depois lhe contarei o que ocorreu. Assim, por favor, concentre-se em seu trabalho.
Essa consideração proporciona um encorajamento indescritível.
Em outras ocasiões, talvez o que a pessoa necessite ouvir seja algo como: 
— A base da boa sorte é criada dando tudo de si tanto no trabalho como nas atividades da Gakkai. Esta é sua chance de transformar seu destino. Vamos fazer o máximo juntos!
Mesmo uma orientação rigorosa, se estiver embasada na profunda oração e sincera preocupação pela pessoa, com certeza tocará seu coração. No entanto, sem benevolência não é possível falar com exatidão a respeito das dificuldades alheias. A questão principal é que, quando realmente nos preocupamos com outra pessoa, brota uma sabedoria ilimitada. É isso o que o bodisatva Mérito Universal representa” (BS, ed. 1.570, 2 set. 2000, p. 3).
A Dra. Sarah Wider, professora da Colgate University, em Hamilton, Estados Unidos, e ex-presidente da Associação Ralph Waldo Emerson disse: “Todas as pessoas possuem o potencial para se tornar ‘criadoras de valor’” (BS, ed. 2.108, 9 jan. 2010, p. A2).
Essa afirmação concorda com explicação do presidente Ikeda quando diz: “‘Mérito Universal’” significa que todos os seres dos dez mundos se tornaram pessoas dedicadas à ‘criação de valor’” (BS, ed. 1.570, 2 set. 2000, p. 3).
O incentivo que cria valor transforma os “seres dos dez mundos” (de qualquer condição de vida ou circunstância) em budas que criam valor.
Esse incentivo é expresso nas palavras finais do buda Shakyamuni: “Portanto, Mérito Universal, se encontrar uma pessoa que aceite e abrace este sutra, deve se levantar e cumprimentá-la de longe, demonstrando-lhe o mesmo respeito que dirigiria a um buda” (Ibidem).
O incentivo, que parte do princípio que a pessoa incentivada é um buda, desperta no incentivado o desejo de criar valor.
Ao encorajar a “criação de valor” não se deve aproximar do outro com ar de superioridade. É tratar a pessoa que está diante de você com o mesmo respeito que despenderia ao Buda.

Conclusão

O propósito da SGI é promover o bem-estar social a partir da “criação de valor”.
Para criar valor, é preciso reconhecer em si mesmo e no outro o potencial iluminado da vida — o estado de buda. 
A Dra. Wider afirma: “Quando as pessoas perdem de vista esse potencial (de criar valor), a tendência destrutiva passa a dominar a sociedade. Eu acredito que denominar esse grupo de pessoas que acreditam no potencial do ser humano e promovem o contínuo desenvolvimento humano como ‘Soka Gakkai’ — uma associação de pessoas que aprendem a criar valor — é algo de profunda significância” (BS, ed. 2.108, 9 jan. 2010, p. A2).
Quando encorajamos as pessoas a criar valor, superamos a tendência destrutiva que domina a sociedade. Na prática, por meio do “incentivo que cria valor” estabelecemos a paz e a felicidade no mundo.
Encorajamento que cria valor — quando feito com o mesmo respeito despendido ao Buda, reúne numa mesma ação a valorização de cada pessoa e a sabedoria que transforma mal em bem, sofrimentos em alegria. Essa é a atitude transformadora do ser humano e da sociedade. Portanto, criar valor e incentivar o outro a fazer o mesmo constituem o propósito da SGI. E viver por esse objetivo faz você mais feliz.
PRIMEIRA CONDIÇÃO — o Gohonzon. “Serem protegidos e considerados pelos budas” Significa ser protegido em consequência da reverência ao Gohonzon — a fonte da iluminação de todos os budas do passado, do presente e do futuro. SEGUNDA CONDIÇÃO — O daimoku “Plantar as raízes da virtude” É ter fé no Gohonzon (daimoku de fé) e recitar daimoku pela felicidade de si próprio e dos outros (daimoku de prática). Aqui se encontra a origem de toda benevolência. TERCEIRA CONDIÇÃO — A união harmoniosa dos membros (itai doshin) “Entrar no estágio em que estejam convictos de alcançar a iluminação” Refere-se à solidariedade com pessoas que se empenham continuamente e estão determinadas a nunca abandonar a fé. De forma concreta, ninguém preenche essas condições sem que faça parte de um grupo harmonioso de praticantes que abracem o ensinamento correto (Iluminação universal). QUARTA CONDIÇÃO — A propagação do kosen-rufu “Ter a determinação de salvar todos os seres vivos” É a realização decidida do kosen-rufu. O PROPÓSITO DA SGI “Soka” da denominação “Soka Gakkai Internacional” significa “criação de valor”. Portanto, em seu nome está claro que a missão da SGI é promover o bem-estar social por meio da “criação de valor”. Nisso reside também a razão de a Gakkai propagar o budismo de Nichiren Daishonin — uma religião humanista — com o propósito de transformar a sociedade a partir da mudança de cada pessoa. A sociedade é composta por pessoas. Para criar uma sociedade melhor, é preciso criar seres humanos melhores. O que define a excelência de uma pessoa é sua capacidade de criar valor. A “criação de valor” é a característica essencial dos seres humanos, é o que o define a humanidade de uma pessoa.

Uma vida engajada que transforma o mundo



Edição 2321 - Publicado em 30/Abril/2016 - Página C2/C3
Vida boa é vida engajada; é luta sem fim para realizar grandes sonhos que façam bem para muitas pessoas. 
Gente feliz tem senso de realização porque se dedica até o fim a compartilhar alegria e bem-estar com o máximo de pessoas.
Conheça a expressão “kosen-rufu”, termo utilizado pela primeira vez no Sutra do Lótus há mais de 2,5 mil anos que representa o ardente desejo do Buda de disseminar amplamente o princípio da transformação da vida e da sociedade. A maneira de propagar a Lei Mística é por meio de um engajamento no qual a transformação pessoal ao recitar daimoku e fazer shakubuku revoluciona o ambiente familiar, social e até a nação inteira.

Psicólogo analisa as condições do bem-estar


O Prof. Dr. Martin Seligman, psicólogo norte-americano, assegura que ter uma vida realizada é fazer “florescer” o caráter visando o bem-estar pessoal e coletivo. Isso se dá, ensina ele, quando a pessoa se dedica a mudar sua postura mental e torna sua vida realizada e engajada a um bem-maior. 
Os pontos principais que resumem o pensamento de Seligman são: positividade e otimismo, engajamento, relacionamentos saudáveis, vida com significado, conquista de objetivos e abundante vitalidade.

Vitalidade

Energia vital para conquistar o que deseja

Emoções positivas

Otimismo, felicidade e satisfação de viver

Engajamento

Comprometer-se com tudo o que faz dedicando o seu melhor

Relacionamentos positivos

Criar conexões com pessoas de forma significativa e autêntica

Propósito

Dedicar-se ao bem maior, uma causa maior do que si próprio

Realização

Cumprir tarefas com sucesso por meio de ações inspiradas

Mudança mental e altruísmo

As descobertas do Dr. Seligman tiveram origem na sua convicção de que há um imenso poder de transformação quando mudamos nossa postura diante da vida.
Em 1997, o psicólogo se encontrou com o presidente Ikeda, que afirmou num artigo: 
“Em essência, a teoria do Dr. Seligman é que as pessoas podem mudar sua vida. De que maneira? Mudando seu modo de pensar. Durante nosso diálogo, o Dr. Seligman comentou que, após a Segunda Guerra Mundial, a psicologia concentrou-se principalmente naqueles que tinham profundos problemas psicológicos. Entretanto, ele explicou que aspirava a uma ‘psicologia positiva’, que desse às pessoas comuns coragem, esperança e força. O Dr. Seligman confessa que ele próprio era pessimista por natureza, o que sem dúvida o estimulou a procurar uma forma de aprender a ser otimista”.
Uma vida plenamente feliz consiste em enorme energia e otimismo seguida, sempre, de um esforço contínuo para compartilhar o bem-estar. 
O próprio Dr. Seligman comenta: “Uma vida boa consiste em obter felicidade usando seus pontos fortes de caráter todos os dias nas principais atividades da sua vida. Um vida significativa tem, ainda, mais um componente: usar essas mesmas forças para compartilhar conhecimento, energia e bondade”.
Ao professor, o presidente Ikeda explicou que o modo de vida ensinado na SGI [o kosen-rufu] é ainda mais abrangente do que qualquer outro.
“Devotar-se ao kosen-rufu significa viver cada dia de forma honrada. Não existe uma vida mais grandiosa que a dedicada ao kosen-rufu”
Dr. Daisaku Ikeda
(BS, ed. 1.816, 22 out. 2005, p. A3)

Kosen-rufu — 
engajamento, realização, otimismo e compaixão


O budismo nasceu com Shakyamuni há cerca de 2,5 mil anos e desde lá nos ensina sobre “kosen-rufu”, um modo de vida engajado que transforma a si e ao ambiente. 
O Buda descreveu a lei fundamental da vida e despertou para a verdade máxima: devemos nos dedicar diuturnamente ao enriquecimento do mundo interior [coração] por meio de um contínuo esforço para respeitar, encorajar e compartilhar a felicidade com todas as pessoas. Kosen-rufu significa, então, utilizar-se de todos os meios para disseminar amplamente essa Lei que faz todos felizes.
Nichiren Daishonin, mais de 1,7 mil anos depois de Shakyamuni, se deparou com uma sociedade que havia deturpado o objetivo do Buda fazendo da felicidade absoluta [estado de buda] algo além do alcance das pessoas comuns por causa da complexidade da prática budista e da corrupção do clero. 
Daishonin voltou-se ao objetivo do fundador e tornou novamente acessível a qualquer pessoa manifestar estado de buda. Ele revelou a Lei Mística — o Nam-myoho-renge-kyo —, como prática a ser feita e propagada amplamente [kosen-rufu].
A SGI, 700 anos depois de Daishonin, revitalizou por completo seu budismo adotando para si o kosen-rufu: disseminar ao mundo o Nam-myoho-renge-kyo por meio do contato de pessoa com pessoa. 
A visão moderna dos Três Mestres Soka inseriu no cotidiano a revolução humana: um contínuo processo de profunda transformação pessoal com impacto na vida dos outros e no ambiente. A meta número um da SGI é tornar real o kosen-rufu — fazer florescer a felicidade absoluta em cada habitante do planeta e com isso criar uma nova sociedade pacífica, justa e harmoniosa.
“O kosen-rufu é um movimento revolucionário que tem por objetivo fazer com que o espírito da compaixão budista se torne a base da sociedade. É uma batalha contra a natureza maligna do poder que desdenha as pessoas e as despreza”
Dr. Daisaku Ikeda
(BS, ed. 1.999, 15 ago. 2009, p. A3)

Um sonho que vale a pena compartilhar


Somente pessoas de nobre e forte caráter conseguem tornar real um empreendimento tão ousado quanto o kosen-rufu. A SGI existe para capacitar todo indivíduo a adquirir essa força. 
Para disseminar o princípio do respeito absoluto pela vida ensinado pelo Buda, é preciso coragem, engajamento total, energia, sabedoria, resiliência e a incrível capacidade de combater a negatividade da sociedade por meio do diálogo e da vitória pessoal. O presidente Ikeda é o mestre do kosen-rufu porque treina pessoa por pessoa a “florescer” essa enorme força espiritual.
Cada membro da SGI é o ponto central do kosen-rufu e tem a missão de transformar a própria vida e revitalizar seu cotidiano. Assim, cada um dissemina os “valores Soka” em sua área de atuação: na política, na economia, na arte, na cultura, na educação, enfim, em todos os setores.
“O kosen-rufu é a suprema forma de diplomacia. Nós precisamos, acima de tudo, ter uma energia vital forte e magnética que atraia o coração das pessoas e coragem e perseverança para articular com determinação a filosofia e a verdade da SGI. [...] O comportamento como ser humano e o caráter — e não a posição social nem os títulos — são o que propulsionam o kosen-rufu”
Dr. Daisaku Ikeda
(BS, ed. 1.839, 15 abr. 2006, p. A4)

Todos conseguem mudar o mundo

Uma vida dedicada ao kosen-rufu é completa. Faz bem para a pessoa e provoca a felicidade absoluta na família e na sociedade.
A SGI conduz cada indivíduo a ter engajamento, realização, transformação interna, felicidade, otimismo, assimilação de valores nobres, enriquecimento do caráter, abundante energia vital, relacionamentos saudáveis, dedicação ao bem maior, força mental para vencer obstáculos, resiliência, compaixão pelas pessoas, encorajamento; enfim, a lista de atributos é enorme. E tudo isso se dá em atividades que todos conseguem realizar: estudo constante, reuniões pequenas, diálogos, visitas, encorajamento, recitação do gongyo e do daimoku, shakubuku, etc.
O presidente Ikeda vem há décadas se dedicando sem recuo à ampla propagação do princípio central do budismo: a dignidade absoluta da vida. Ele, com isso, já transformou muitos aspectos do mundo e vem ensinando seus discípulos a também fazê-lo.
Sua forma de realizar a ampla propagação [kosen-rufu] é acreditar nas pessoas, tratá-las com total respeito, agir por elas, elogiá-las, criar condições para que floresçam.
De forma prática, o presidente Ikeda solidificou e expandiu a SGI para 192 países e territórios como uma estrutura mundial da revolução humana e do empoderamento.
Uma única pessoa que se levanta firmemente comprometida com o kosen-rufu vence, espalha essa felicidade amplamente para outras pessoas e transforma o mundo.