sexta-feira, 3 de abril de 2015

Tipos de água e seus benefícios para a saúde

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Marcela Puccia Braz - O Estado de S. Paulo

12 Março 2015 | 09h 49

Quantidade de sódio pede atenção na hora de escolher o produto, especialmente a hipertensos

O consumo de água mineral no Brasil cresce progressivamente desde 2008. Dados do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) mostram aumento de 20% de 2013 para 2014. E em tempos de crise hídrica, a procura aumenta no Estado de São Paulo, maior produtor e dono de 24,4% do mercado brasileiro -- de acordo com a Associação Brasileira de Indústria de Água Mineral (Abinam). Na saúde, o impacto dessa mudança se dá na quantidade de sódio presente nas diferentes marcas comercializadas, que variam de 3,08 mg a 103,6 mg de sódio por litro de água.

Os valores não ultrapassam o limite estabelecido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de 600 mg por litro. Mesmo considerando ingestão de dois litros de água por dia da marca com maior teor de sódio, os 207,2 mg consumidos representam pouco mais de 10% da recomendação diária da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 2.000 mg do metal.

O problema é que a água é apenas um dos fatores de consumo de sódio. “As pessoas não computam todo o sal que entra no corpo. Não adianta se preocupar com a água e não com a comida, o refrigerante; ele tá embutido em todos os alimentos”, alerta Mohamad Barakat, nutrólogo, endocrinologista e especialista em fisiologia do exercício.

Barakat salienta que os males causados pelo excesso de sódio no organismo, como aumento da pressão arterial e retenção de líquidos, ocorrem quando a quantia da substância não está equilibrada entre a dos demais minerais, como magnésio, potássio e manganês. “O sal bruto, puro, tem mais de 80 minerais, é riquíssimo em milhares de nutrientes. O problema é o refinado, que exclui isso e adiciona produtos químicos e aquecimento para ser refinado”, explica.

A proporção entre os elementos depende da fonte, explica o presidente da Abinam, Carlos Alberto Lancia. A água da chuva infiltra no solo, passa pelas rochas e carrega sais minerais presentes na natureza. Dependendo do ambiente, a água terá maior quantidade de uma outra substância.

E essa proporção pode ser usada para beneficiar a saúde. “Se estou com necessidade de repor cálcio, procuro com teor de calcio mais elevado. Se é problema de intestino preso, bebo água com maior teor de magnésio”, explica Lancia. Às pessoas com hipertensão, problemas cardiovasculares e renais, Paulo Saldiva, chefe da Patologia da FMUSP, recomenda se atentar aos valores de sódio presentes nos rótulos e escolher a marca com menor índice.

Tipos de água e seus benefícios para a saúde:
  • Ferruginosa - Ajuda a combater anemia e estimula o apetite. É indicada para parasitoses. Fonte: Abinam
  •  Radioativa - Ajuda a dissolver cálculos renais, favorece a digestão, alivia cólicas estomacais e intestinais. Também atua como calmante Fonte: Abinam
  • Alcalina-bicarbonatada - É digestiva e diurética. Auxilia no tratamento de esofagite e úlceras Fonte: Abinam 
  • Magnesiana - Laxante, contribui para o bom funcionamento do estômago e do intestino. Em excesso pode provocar diarreia Fonte: Abinam
  • Iodetada - Apropriada para inflamações de faringe, insuficiência da tireóide, reumatismo e problemas no fígado e rins Fonte: Abinam
  • Carbônica - Reduz o apetite e auxilia na hidratação da pele Fonte: Abinam
  • Litinada - Auxilia na depuração do ácido úrico. Também é calmante, devido ao efeito sedativo do lítio Fonte: Abinam
  • Alcalino-terrosa cálcica - Ajuda a repor deficiências do cálcio no corpo Fonte: Abinam
  • Carbogasosa - Eficaz contra a hipertensão arterial, repõe a energia e é também diurética e digestiva Fonte: Abinam
  • Cloretada - Indicada para moléstias gastrointestinais e gastrites Fonte: Abinam
  • Sulfurosa (sulfato) - Com propriedades cicatrizantes, é indicada a quem tem problemas articulares, do aparelho digestivo e de pele Fonte: Abinam 

O mel e seus poderes curativos

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O mel é um doce milagre da natureza. Você sabia que em apenas uma busca por néctar, as abelhas podem visitar até 100 flores num raio de 15 km? Além de ser delicioso, é possível que o mel seja o remédio caseiro mais antigo do mundo: existem registros escritos sobre o mel com mais de 7 mil anos, e dos 900 remédios conhecidos do Egito antigo, nada menos que 500 continham mel em sua formulação.

Entre os principais usos medicinais do mel estão preparações destinadas ao alívio dos sintomas de gripes e resfriados, tosse e dor de garganta, que exploram sua textura viscosa e suas propriedades antibióticas naturais. Além disso, o mel também é utilizado para o tratamento de pequenos cortes, arranhões e feridas. E sabe por que? Por que o alto teor de açúcares que ele contém retira a umidade das feridas, deixando as bactérias sem a umidade necessária para a sua sobrevivência e ainda bloqueia a entrada de contaminantes externos, ajudando as feridas a cicatrizar mais rápido. Não é incrível?

mel_2E os poderes do mel não param por aí. Em muitas culturas, o mel é utilizado para curar a diarreia. Basta misturar quatro colheres de sopa de mel a uma xícara de água quente, deixar esfriar e beber – a bebida fica superdoce, mas é eficiente. Quer saber outra aplicação inusitada para o mel? Tratamento de conjuntivite. É isso mesmo! A dica é misturar três colheres de sopa com duas xícaras de água fervente e mexer bem para dissolver o mel. Depois de esfriar, mergulhe um disco de algodão na mistura e use-o para retirar as secreções do olho afetado (use um novo disco para cada olho para evitar contaminações). Repita várias vezes por dia. A aplicação de mel puro nos olhos reduz o inchaço, o pus e a vermelhidão. Mas atenção! Você deve usar o mel cru, pois a pasteurização destrói as propriedades antibióticas do mel. É possível encontrar mel cru em lojas de produtos naturais.

E, para finalizar com chave de ouro, compartilho com vocês uma receitinha ótima para… ressaca! Não se trata de uma cura, mas pode fazer a manhã começar de forma menos penosa, se você tiver exagerado na véspera. Essa receita reidrata e diminui a acidez gástrica. Quanta versatilidade, não é mesmo? :)

Infusão para ressaca
2 colheres (chá) de suco fresco de limão
1 colher (chá) de mel
1/2 colher (chá) de bicarbonato de sódio
1 pitada de sal
250 ml de água fria

Misture todos os ingredientes na água e beba.

O mel não é o único alimento com poderes curativos. Na verdade, muitos deles podem ser usados como remédios caseiros ou simplesmente promover a cura ao serem consumidos como parte de uma alimentação saudável. Você pode conhecer mais sobre os poderes dos alimentos nos livros O Poder de Cura dos Alimentos e Alimentos Saudáveis, Alimentos Perigosos.

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Outros açúcares



O açúcar branco é um produto extraído, principalmente, da cana-de-açúcar. Depois de ser retirado o caldo da raiz, chega-se aos flocos de açúcar e, então, ao açúcar mascavo. A partir desta fase, a substância passa por um processo químico de refino e branqueamento que, por consequência, acaba eliminando grande parte dos nutrientes do produto. Por isso, confira três opções de substitutos mais saudáveis para o açúcar branco:

Ágave

O ágave é extraído do néctar de um cacto mexicano que, após filtrado, resulta em um adoçante orgânico. O xarope de ágave tem menor índice glicêmico do que o açúcar refinado, o que significa que ele se transforma em glicose mais lentamente; evitando, assim, picos de insulina. Além disso, seu potencial adoçante é 25% maior do que apresenta o açúcar comum e menor valor calórico.

Açúcar mascavo

O açúcar mascavo é a versão bruta do açúcar branco refinado. Assim como os alimentos integrais, ele apresenta maiores quantidades de vitaminas, além de fibras, proteínas, cálcio, fósforo, ferro e potássio; nutrientes que acabam por se perder durante o processo de refino. Entretanto, 100g de açúcar mascavo apresenta 99 calorias, nove a mais do que a mesma quantidade de açúcar refinado.

Açúcar de coco

O açúcar de coco é extraído a partir das flores da palma de coco, da qual um néctar é retirado e aquecido em caldeiras, transformando-se em um caramelo. Depois, este produto é triturado, dando origem a pequenos cristais com potencial adoçante. Novamente, pelo fato de passar por um refino mais conservador, o açúcar de coco mantém as vitaminas e minerais benéficos ao corpo.

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A importância de monitorar a glicemia



Sem dúvida, a monitoração e a medição regulares requerem certa dedicação e disciplina, o que algumas pessoas consideram difícil. Um estudo com mais de 3.500 pacientes com diabetes do tipo 2, mostrou que mais de um terço deles nunca monitorava a própria glicemia. Diversos outros estudos mostraram que as pessoas mais bem-sucedidas no controle do diabetes são aquelas que fazem esse controle constantemente.

Estudos mostraram que monitoração e o controle constantes da glicemia reduzem em mais de 70% o risco de desenvolver doença ocular, 60% o de doença nervosa, 50% o de doença renal e mais de 30% o de doença cardiovascular. Inspirados por esses resultados, os médicos desenvolveram uma forma de tratamento conhecida como terapia intensiva, na qual os pacientes, em particular os que usam insulina ou outros medicamentos, controlam rigidamente sua glicemia ajustando as injeções, a alimentação, a prática de exercícios e a medicação de acordo com os resultados da monitoração constante. Trata-se de um método rígido, que pode não dar certo para todos – e para alguns pacientes com o tipo 2, sobretudo aqueles que não usam insulina, pode não ser necessário ­–, mas a ideia de que cada um deve monitorar e controlar a glicemia da melhor maneira possível vem sendo cada vez mais aceita.

Fazendo muitos ou poucos testes, qualquer informação obtida será valiosa. Os dados podem ser usados para:

* Observar como alimentos diferentes afetam a glicemia, o que permite fazer ajustes na dieta para mantê-la sob controle.

* Detectar (ou excluir) a hipoglicemia – ou seja, a queda da glicose no sangue, a complicação mais comum do tratamento – e lidar com ela sem demora.

* Verificar o efeito dos medicamentos, de modo que você e o médico possam ajustar as dosagens.

* Entender como os níveis glicêmicos oscilam quando você usa insulina, está doente, faz exercícios ou ingere bebidas alcoólicas, a fim de adotar medidas para estabilizá-los.

* Comunicar ao médico as alterações diárias na glicemia, para que toda a equipe médica proporcione o melhor tratamento.

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Lavar lixo reciclável e usar copo plástico gastam mais água

Produção de copo de plástico gasta mais água do que lavar copo de vidro (Foto: Reprodução/TV Globo)

01/04/2015 06h00 - Atualizado em 01/04/2015 06h00

Itens descartáveis já são lavados quando chegam em cooperativas.
Produção de copo descartável chega a consumir 500 ml de água.
Do G1, em São Paulo
Em tempos de escassez hídrica, a necessidade de rever hábitos para economizar água se tornou prioridade. O de lavar o lixo antes de destiná-lo à reciclagem é um que precisa ser revisto.
Você que está acostumado a “passar uma aguinha” naquela caixa de leite longa vida ou lata de leite condensado antes do descarte, um recado: apenas pare de fazer isso pelo resto de sua vida.
É o que dizem especialistas ouvidos pelo G1. Lavar itens como potes de iogurte, garrafas PET ou de vidro para retirar restos de alimentos não ajuda no processo de reciclagem e gera mais esgoto – que muitas vezes não é coletado e tratado.

Esses materiais de qualquer forma serão novamente lavados quando chegarem às cooperativas, onde ocorre o processo de separação do papel, plástico, vidro e metal, que, posteriormente, serão destinados às indústrias de reciclagem.
Arte reciclagem (Foto: G1)
“Em qualquer processo de reciclagem, o resíduo será submetido a um processo de higienização. Não há necessidade de uma lavagem aprofundada do material”, explica Carlos Silva Filho, diretor-presidente da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).

A melhor maneira de preservar o lixo reciclável dentro de casa de maneira higiênica (sem uso de água), até que passe o caminhão para recolher, é guardá-lo em recipientes fechados, que evitam o surgimento de moscas e a emissão de odores, explica Emilio Maciel Eigenheer, especialista em resíduos sólidos.

Copo descartável: vilão ou herói?
Um dos produtos que ganharam destaque após episódios de falta d’água foi o copo descartável.
Restaurantes e bares, principalmente da cidade de São Paulo, decidiram suspender o uso de recipientes de vidro pelos copos feitos de plástico.
Para quem é atingido pela falta de água para lavar louça, a compra pode ser a solução do momento. A longo prazo, pode contribuir para prejudicar ainda mais o abastecimento.
O motivo? A fabricação de apenas um copo descartável chega a consumir 500 ml de água, enquanto a lavagem feita na pia utiliza 400 ml, de acordo com o Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia (IFSP) de Itapetininga (SP).
A lavagem na máquina é ainda mais econômica e gasta apenas 100 ml por copo, isto é, apenas 20% do que é gasto para se produzir um copinho plástico.
“Não se pode culpar a população por essa troca. Mas a grande questão é: será que grandes restaurantes e praças de alimentação realmente não podem usar máquinas mais econômicas?”, recomenda Bruno Fernando Gianelli, professor de materiais do instituto federal.

Produção de copo de plástico gasta mais água do que lavar copo de vidro (Foto: Reprodução/TV Globo)